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Pacto da Bioeconomia Azul apresenta soluções inovadoras no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras

30 de Junho de 2026

Pacto da Bioeconomia Azul marcou presença no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras, uma iniciativa nacional dedicada à apresentação dos resultados, tecnologias e soluções desenvolvidos pelos consórcios financiados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O encontro reuniu representantes do Governo, empresas, universidades, centros de investigação e outras entidades do ecossistema nacional de inovação. Durante o evento, os diferentes verticais do Pacto da Bioeconomia Azul deram a conhecer projetos que demonstram o potencial dos recursos marinhos para promover a inovação, a sustentabilidade e a criação de novas cadeias de valor em vários setores da economia portuguesa.

Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial, e Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia, contactaram com diferentes soluções desenvolvidas no âmbito do Pacto. Os projetos apresentados demonstraram o potencial da bioeconomia azul para criar materiais, produtos e processos mais sustentáveis. João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia, ficou também a conhecer o trabalho realizado pelo consórcio e o seu contributo para a reindustrialização e a descarbonização da economia portuguesa.

Uma Agenda Mobilizadora com 80 entidades nacionais

Liderado pela Inovamar, S.A., o Pacto da Bioeconomia Azul é uma das mais ambiciosas Agendas Mobilizadoras do PRR. Representa um investimento de 139 milhões de euros até 2026, dos quais 97 milhões correspondem a incentivos.

O consórcio é composto por 80 entidades nacionais, incluindo 50 empresas de diferentes dimensões e setores de atividade, desde grandes grupos empresariais a PME e startups. As restantes 30 organizações são entidades não empresariais do sistema de investigação e inovação, entre as quais se encontram universidades, centros de investigação e desenvolvimento e Laboratórios Colaborativos.

Esta estrutura permite aproximar utilizadores finais, empresas responsáveis pela geração de tecnologia e entidades produtoras de conhecimento. A colaboração entre estes diferentes intervenientes é determinante para acelerar o desenvolvimento, a validação e a chegada ao mercado de novas soluções de base marinha.

Recursos marinhos para transformar diferentes indústrias

O Pacto da Bioeconomia Azul tem como principal objetivo impulsionar o desenvolvimento de um setor industrial de ponta em Portugal, assente na aplicação sustentável de biorrecursos marinhos em diferentes indústrias.

Através da incorporação total ou parcial destes recursos em cadeias de valor novas ou já existentes, o Pacto procura desenvolver produtos, processos e serviços com impacto positivo no ambiente, na qualidade de vida dos consumidores e na competitividade das empresas portuguesas. Pretende também contribuir para aumentar a capacidade de inovação e o potencial exportador da economia nacional.

A sua intervenção abrange áreas como os biomateriais, os têxteis de base marinha, a produção de bivalves, a sustentabilidade do setor alimentar, o aumento da produção de algas, as soluções de alimentação circular e a bioinformática aplicada ao setor das pescas.

O projeto integra ainda três iniciativas transversais destinadas a acelerar o desenvolvimento e a comercialização das soluções: a rede portuguesa Blue Biobanks, uma plataforma digital para a valorização de coprodutos marinhos e um conjunto de ações orientadas para o crescimento e a internacionalização das empresas e PME.

Portugal na vanguarda da biotecnologia azul

Ao promover a aplicação de recursos marinhos em diferentes setores, o Pacto da Bioeconomia Azul pretende materializar o potencial transversal e ecológico da biotecnologia marinha. Esta abordagem permite criar novas oportunidades nas indústrias tradicionalmente ligadas ao mar, como a aquacultura, as pescas e as conservas, e diferenciar setores habitualmente mais afastados, como o têxtil, a cortiça, os fertilizantes e a saúde humana.

A missão do Pacto passa, assim, por reindustrializar e descarbonizar a economia portuguesa através da bioeconomia azul. A iniciativa procura responder à crescente escassez global de recursos terrestres, encontrando no mar uma fonte sustentável de matérias-primas, conhecimento e inovação.

A presença no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras reforçou a dimensão colaborativa do projeto e deu visibilidade ao trabalho realizado pelas entidades que integram o consórcio. Num setor que poderá atingir globalmente os 200 mil milhões de euros em 2030, o Pacto da Bioeconomia Azul contribui para posicionar Portugal como pioneiro no desenvolvimento da biotecnologia azul e na criação de soluções industriais mais sustentáveis, inovadoras e descarbonizadoras.